29 de novembro de 2006

Qual a importância e os reais perigos do e-learning?

No começo estranha, depois entranha
Fernando Pessoa

Meu Deus, quanta resistência ao novo! Porque será que o ser humano tem tanta dificuldade para aceitar e assimilar as novidades? O que nos torna tão resistentes? Por que depreciamos o que ainda nem se quer fazemos idéia do que seja? Perguntas difíceis que deixarei os psicólogos de plantão responderem partindo para o que me fez refletir sobre este assunto.
Há muito observo enorme preconceito rondando a educação à distância. Tal discriminação vai do estudante ao professor que na maioria das vezes por falta de informação desconfiam dos que têm os conhecimentos construídos através deste processo. A educação à distância ou e-lerning consiste em um modelo de ensino em que a comunicação entre professor e aluno seja realizada por meio de algum recurso intermediário como cartas, textos, impressos, televisão, radiodifusão ou ambientes computacionais. Talvez o preconceito venha daí. No entanto, se paramos para pensar e estudamos mais profundamente a educação à distância começamos a perceber que ela se faz necessária e é de fundamental importância.
Um dos precursores deste trabalho no Brasil e que não pode deixar de ser citado quando falamos no assunto é o Instituto Universal Brasileiro que surgiu justamente da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões de pessoas que, por diversos motivos, não podiam freqüentar as escolas regulares. A primeira barreira, que dificulta o acesso direto do aluno à escola, nos países de grande extensão territorial, são as distâncias, pois nem todos podem dispor de uma escola perto de suas casas. O tempo é outro problema sério, pois é difícil combinar o período de trabalho com o horário fixo das escolas convencionais. E, também, nem sempre os cursos oferecidos atendem às necessidades profissionais de cada um. Além de suprir as necessidades já citadas o e-lerning ainda oferece vantagens como flexibilidade de tempo para o aluno, agilidade, redução de custos, abrangência e alcance, acesso facilitado ao aluno, flexibilidade de espaço para o aluno, menor interferência na rotina de trabalho.
Quanto aos reais perigos, se é que podemos chamá-los assim, podem ocorrer a ausência de intimidade com o método, evasão, impessoalidade. Mas, o problema não está no ensino à distância, nem tampouco no presencial, e sim no ensino tradicional que se recusa a incorporar novas tecnologias e uma educação flexiva que agregue Tecnologias de Informação e Comunicação e valorize o professor e o estudante.
A era da informação nos faz eternos estudantes e é o e-learnig que vai nos ajudar nesta empreitada. Então coloquemos o preconceito de lado, busquemos uma instituição séria e aproveitemos o método para construir nossos conhecimentos.

Conheça:

http://www.institutouniversal.com.br/default.asp
http://www.mec.gov.br/nivemod/educdist.shtm
http://portal.mec.gov.br/seed/
http://www.cetap.com.br/ead/


5 comentários:

Marli disse...

Querida amiga!
Pensamento igual temos nós. Acabei de postar sobre o assunto no meu blog. Ainda temos um caminho a percorrer até que as pessoas assimilem a importância desse tipo de educação. A qualidade não está no presencial ou à distância. Mas na proposta. Na minha opinião a educação à distância exige muito mais dedicação do aluno. Eu pelo menos, ralo pra caramba. Beijos!

Josete disse...

Marli, seus posts são interessantes! Gostei muito deste sobre Educação a Distância e peço autorização para lincar com o meu Blog que também é sobre Informática Educativa. Acredito que tenho passe livre...rs...
Abração
Josete

Anônimo disse...

ola,

gostaria de deixar minha opiniao referente a esse tipo de ensino.
os professores do estado ganham um salario de "fome", passam ate mesmo 1/4 de sua vida estudando: graduacao, pos, mestrado, doutorado, enfim, o animo que tem de dar aula nao e grande o suficiente quando se deparam com uma sala de 47 alunos, suas aulas viram um verdadeiro"trash", como ganham pouco~=$7,00/a, se entopem de aulas, 56h/s, seu stress e enivitavel, agora, imaginem, o aluno estara bem ensinado com um professor desses em sala de aula?

e aqueles que assistem as mesmas aulas via uma tv?

devemos lembrar que esse professor nao tera mais uns 47 alunos, pode ser ate uma turma de 150 , tera competencia de sanar eventuais duvidas que vemham surgir nesses alunos?

e as escolas/universidades publicas? como ficam nossas pesquisas de extensao?pagar para receber um diploma?considerando que um medico mal formado hoje pode atender nossos filhos amanha, sabemos que o melhor atendimento, apesar do descaso governamental, esta na rede estadual, e nao particular!!![cuidado]

essas ultimas questoes eu coloco, porque em nossa universidade o nosso"governo" quer inserir esse tipo de ensino-"trash" como e conhecido!

me desculpa professora se eu estiver equivocado, mas essa nao e a melhor maneira de se ensinar!

obrigado pelo espaco!

Anônimo disse...

olha, eu gostaria de deixar meu e mail , eu postei aqui em cima. mas como nao consegui deixar minha identificacao , deixarei outro post , se a professra quiser me enviar algum comentario, ou algo parecido.
josiel86@hotmail.com!

ate
.

Prof. Andrea disse...

Oi Joel, obrigada por deixar sua opinião em meu blog, a qual respeito acima de qualquer divergência de idéias. Só queria que soubesse que minhas reflexões não têm relação com salários ou número de alunos em sala de aula. São questões que abomino, talvez por não encontrar uma maneira de sugerir uma solução. Acredito que só reclamar não adianta. Não sou adepta de “churumelas”.

Quanto ao ensino à distância, em momento algum escrevi nada sobre compra de diplomas. Pelo contrário sugiro que se procure instituições sérias, caso haja interesse em se optar por este tipo de ensino.

Para finalizar, uma pergunta sobre uma colocação sua que realmente não entendi. Qual o problema em o profissional da educação ou qualquer outro passar ¼ ou mais de sua vida estudando? Sinceramente estou curiosa.

Mais uma vez obrigada por sua visita e atenção aos meus post. Estou à disposição para qualquer outra colocação.

Att.

Andréa Toledo